terça-feira, 24 de agosto de 2010

:B



Só atualizando mesmo, hoje sem muito o que dizer.
Contente que esse calor terminou e agora veio finalmente o meu queriiido frio. Esse calor estava insuportavel, céus!
Espero que se mantenha até o fim de semana e amanhã a ultima parede vai ser pintada, to ansiosa pra ter e ver tudo arrumado, o apartamento, a minha/nossa vida.

"..Não posso mais viver assim ao seu ladinho

Por isso colo meu ouvido no radinho de pilha
Pra te sintonizar sozinha, numa ilha.
Sonífera ilha
Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz...." 
( Sonífera Ilha/Titãs)



xo, L.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

21:57

"Você sabe que o relacionamento está morto quando acabam os sorrisos. Um romance saudável vive de toque e gargalhadas espontâneas irresistíveis. Pode acontecer que os dois tenham se esquecido de como dar risada e nem tente dar vida novamente, não é fácil mostrar os dentes. Desista, não do sorriso, não da alegria no amor, mas da relação. Pra quem acredita que o propósito da vida é a felicidade, não há saída senão respirar fundo e cair fora... com um sorriso, claro. Aproveite, logo você pode encotrar uma luz que pode te cegar ou te morder. É baby, dentes deixam marcas e a dor pode ser sua melhor amiga, no bom sentido."

- não literal -


L.

Texto nº 3

" Do lado do copo já vazio o celular aponta uma mensagem. Alguém convidando pra ver um filme, pra ir pra algum bar, jantar algo, pra ver a noite, pra trepar, pra ficar mentindo a rotina ou pra driblar ela. Mas tu não quer sair. Só de pensar em tomar banho e não colocar um pijama depois te dá vontade de dormir ali mesmo no sofá, ou de gritar alguma obscenidade engraçada. A ameaça de ter que se divertir lá fora te soa como uma gripe, essas que te deixam de cama por uma semana. Ou como um bilhete de loteria que não te dá o prêmio por uma porra de número que tu erra.
E sabe de uma coisa? Tu erra sempre, tu adora errar. Erra com classe, mas te prende no erro como um vício bobo. Tempera mais o acerto, fica dizendo pra ti mesma, com um sorriso idiota no rosto e as mãos atrás entrelaçadas, admirando alguma travessura formal demais pra ter um nome só... Júlia! "

domingo, 22 de agosto de 2010

Capa da revista Rolling Stone: phoda!




O que dizer além de que perdi o folego quando vi a capa de setembro, amei!
Eric is hot!
xo

(In)felizmente uma vitória....

Ainda bem que a semana terminou e acabou aquela historinha de America vermelha. Céus, pior que conversa de bebado.
Digo que assisti o jogo, não sequei ( mesmo mandando mensagem durante o jogo pro R.), mas depois do primeiro gol até achei que deveria acreditar que o Inter não ganharia, mas... prefiro assim, ganhar agora é melhor pois dezembro tá chegando, mês do meu aniversário e ganharei de presente a vitória dA Inter, rá!
Uma coisa que aliviou e alivia o feito é que o Rafael me ligou às 4:20 da manhã chegando em casa da festa da vitória sem voz e todo faceiro, já vale o esforço de ter um namorado colorado e filhos, se bem que isso ainda está em discussão.
Sem mais, saudações ao coirmão pelo título!
Sobre o Grêmio não tenho muito o que dizer, pra mim o Renato Portaluppi não vai conseguir fazer um milagre maior que tirar o tricolor da zona de rebaixamento, se estiver enganada, espero que seja pra melhor. Força Imortal!

Fora isso, a semana não foi de toda ruim, acabei revendo uns amigos e vendo solução onde não existia.
Agora fazendo videos pra lembrar de algumas coisas e quero ir no show do Teatro Magico em setembro, quero!
Sem mais, encerro com a trilha da semana e com a ideia de fazer um podcast, mas achei muito chatinho e ainda vou avaliar mais a ideia.




".. me apareceu um brotinho lindo
que me convenceu, dizendo
que eu devia vestir azul,
que azul é cor do ceu e seu olhar também...
Então o seu pedido me incentivou
vesti azul, minha sorte então mudou..."

Beijoca , L.

domingo, 8 de agosto de 2010

texto nº 2

Barulhos de teclado, o número foi discado.
E toca: tuuuu, tuuuuu, tuuuuu, tuuuuu, tuuuuuu, tu.
Coração acelerado e um segundo de silencio, escuta-se o sinal da caixa de mensagem. Ela já tinha criado coragem para ligar mesmo e decide deixar um recado.

Biiiiiip, ela diz:
'Saudade em mim, é como falta. Falta ar, faltam palavras, falta tempo, falta vontade, gosto, cheiro.
Volta pra mim, volta. Eu sinto falta de mim, percebi hoje que eu sinto falta do meu eu. É, falta do meu quando estou com você.'

Ela desliga o telefone e espera ansiosamente que a solidão lhe dê uma resposta, pois o silencio já não é mais bem vindo e no fundo todos precisam 'barulhar'.





Bejô, L.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Segunda Maluca 09 / agosto




O SEGUNDO FIM

(Júlio Reny)

Olhe querida sou louco por ti,
mas não implorarei por teu amor.
Se hoje estou aqui, nesse inferno
amanhã eu sei que estarei no céu.

Toda manhã, acendo um cigarro
a fumaça se esvai, pelo dia.
Sou uma canção triste do Roberto.
Se você não voltar, não serei mais o mesmo.

O brilho dos meus olhos morreu.
O sorriso dos meus lábios desapareceu.
Se você não voltar.
Então será assim.


Ainda preciso de você.
Eu preciso do segundo fim
Se tudo acabou, é adeus pra mim
Ainda preciso de você.
Eu preciso do segundo fim
Se tudo acabou, é adeus pra mim.


Em homenagem antecipada a Segunda Maluca que eu quero muito ir!
Duvido que conseguirei, masssss nunca se sabe...

beijo, ai lovi iu baby's, os 3.

L.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Fiuk viverá Raul Seixas no cinema?? Vai PRA P#$% que P$%&!!!

Fui pega de surpresa com tal informação. Não existem mais parâmetros?? Não sei se o pior é o filho do Fabio Jr. ou seus concorrentes, vocalistas Di Ferrero do NXZero e Chorão do Charlie Brown Jr. What the fuck??
Eu li uma entrevista dele no site AQUI  e a quantidade de porcaria que eu li não tá no gibi, sério!
Trecho da reportagem:
' “Estive lendo algumas biografias do Raulzito e parece que ele tomava muita bebida alcóolica. Para entrar mais no clima do personagem, estou até deixando de tomar Yakult e investindo pesado na Smirnoff Ice. Tenho até que pegar leve, vai que eu sigo o mesmo caminho que ele viro alcoólatra? Seria uma decepção para minhas milhões de fãs” '.
Olha, Raul sempre foi e sempre será icone e inspiração para muitos e a revolta é inevitável. O que deu na cabeça de alguém de escolher esse mané?? Pfffff.
Quem vai assisir o filme são as fãs do cara, mas se a indicação for pra maiores de 16, comofaz? não vai ter publico, rá!
E isso tudo se deve ao cara que se diz 'esperma campeão de Fabio Jr.', quem merda ein??!!
Fico por aqui com a maior indignação do mundo e só mais uma coisa:
Fabio Jr. era só ter colocado a camisinha, só isso!



L.

terça-feira, 20 de julho de 2010

texto nº 1

A distância,
ela sempre teve medo da distância. Sempre que pode, a evitou.
Evitava deixar sua bolsa longe das mãos, evitava deixar o celular em um lugar inalcançável.
Mas a distância dos objetos era fácil de ser controlada. E as pessoas?
A distância começa quando a saudade engrandece. Pensava ouvir passos, pensava ouvir vozes sussurrando. Tudo na cabeça dela, a distância enlouquece.
Pensar que ela, coitada, a evitava desesperadamente, acabou por dormir abraçada num vazio que não se explica, na distância do toque.
De sentir e se enrolar, se perder nos teus cabelos, no gosto dos teus lábios. Ela já nem lembrava mais, já não tinha mais o que dizer, na distância das palavras.
Palavras que se esvaem, flutuam e submergem. Ela era solidão.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Trilha da Semana




Dakota Fannig cantando Cherry Bomb, trilha do filme The Runaways. Do filme não digo muito, mas da performance da Dakota, uma palavra: phóda!



'Hello Daddy, hello Mom

I'm your ch ch ch ch ch cherry bomb
Hello world I'm your wild girl
I'm your ch ch ch ch ch cherry bomb'



Cara, acabei de ler algo e ainda não consigo acreditar. Só me resta torcer, e que no fim tudo seja o que tem que ser.
Beijos,
Ah, parabéns Laura pelo baby.


Lis.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Trilha da Semana




Oh! Darling / The Beatles
Oh! Querida
Por favor, acredite em mim
Eu nunca te machucarei
Acredite em mim quando eu disser
Que eu nunca te machucarei

Oh, querida
Se você me deixar
Eu nunca vou conseguir ficar sozinho
Acredite em mim quando eu te implorar
Pra nunca me deixar sozinho

Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e chorei
Quando você disse
Que não precisava mais de mim
Bem, você sabe, eu quase
Me desmontei e morri

Oh, querida
Se você me deixar
Eu nunca vou conseguir ficar sozinho
Acredite em mim quando eu disser
Que eu nunca te machucarei

Acredite em mim, querida



Então um momento musical dessa semana que inicia, turbulenta e com muito vento.
Infelizmente hoje afirmo, se um dia tive fé nas pessoas, acabei de perdê-la hoje.
beijos, L.

sábado, 19 de junho de 2010

./.

Às vezes bate uma insegurança quanto às coisas que tenho em mente e no corpo, no que faço ou deixo de fazer; de um instante a outro, andar sobre as águas e sequer conseguir levantar da cama; ter idéias geniais, mas não resolver problemas simples.

Já abri mão e pé de tanta coisa, meus princípios tiveram fim.
Um diálogo forçado, truncado, trincado, cheio de lugares-comuns, vagares trocados, distância de tanto silêncio, de tanto estio no dito pelo desdito. Detrito ou delito, desculpa para as culpas, tiros que não executam as mentiras.


L.

sem titulo

A noite amanhece e o dia não chega. Azul de tão triste e frio como o sol. O copo na pia, o pó na mobília, os passos no escuro. Andando nas ruas, carros, pessoas. Suor desce a testa e frio sobe a espinha sirenes, buzinas, coisas se quebrando. Remédios e horários, cartazes e livros. O ar ressecado garganta raspando, o juízo em seu dia, flagelo na carne. Histórias antigas, as mesmas pessoas, o eterno retorno. Dentro de uma sala, um dia comum, um lugar qualquer. Bocejo e enfado, ódio e tristeza. Não faz diferença chegar ou partir. É tudo incerto por ser inseguro e ainda ser óbvio. Não faz mais sentido, não há direção. Indeciso, impreciso, seja sim, seja não. Resta seguir que não dá pra evitar. Sonhar acordada, uma realidade, universos quaisquer. Lembrança, esperança, no fundo dos olhos. O perfume, os cabelos, imagens e cores. Na pele, na mente, nos dedos. Pensar em você, olhando as vitrines, comendo a salada, relendo as notícias. Apenas dormir, um filme qualquer. O destino abre os braços, tropeçar, se perder. Tentar esquecer. Calar e escrever. Nunca desistir, só por você. Atrasando os relógios, ao redor das pessoas, da palidez dos olhares, sob o chumbo das nuvens. Sonhar te encontrar, no meio da rua, debaixo da chuva, no fim de uma tarde...



L.

00:21

O tempo está feio lá fora e sinto que hoje poderia escrever para sempre. Não sei por quê, mas estou com uma ousadia absurda e uma inquietude de dizer qualquer besteira. E a verdade é apenas uma: sou contra a censura e isso me faz bem. Não quero nada que soe suave, bonito, não quero nada que precise de revisão, não quero nada que mostra apenas um foco de visão: quero escrever sem ter fim, quero dizer sem ter motivo, quero inventar por inventar e isso me basta. Palavras são minha companhia e não tenho preconceito: frases feias ou bonitas, de qualquer raça, cor, crença, fonte e tamanho, quero todas aqui. Por que o tempo lá fora está feio e, por aqui, apesar do frio, tudo está bonito. Palavras me colorem e me escrevem. Olho pela janela e entendo. Apesar de difícil, é simples o mundo. O céu parece mais claro e até o cinza me traz um tom diferente: é só um novo jeito de ver. Ou de me sentir. De te sentir...


L.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

21:50

Ontem:

Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.

Hoje:
Estou naqueles momentos silenciosos em que nada parece não ter sentido. Sigo a vida conforme o roteiro que eu sempre quis, sou quase anormal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono a felicidade em mim. Eu quero uma vida pequena, um amor pequeno que caiba no meu coração, uma alegria que caiba dentro da bolsa, do quarto, do sorriso meu e teu, sorriso de dois, de quatro. Eu quero mais que isso. Quero o que vejo. Quero o que entendo. Não quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas e hoje não os uso mais pois achei o meu Norte. Por isso, não me venha com superfícies, nada fundo me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no finito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado e continuar... aqui.





" Eu me lembro de janeiro
 Quando o sol me deu você
 Meu presente de ano novo"



E hoje com serenata e tudo....
*R. tu é pra sempre,



L.

terça-feira, 15 de junho de 2010

hoje




"O que trago sobre os ombros
 É meu e é só meu
 Sustento sem implorar a benção e o pesar
 Mais vil é desdenhar
 do que não se pode ter..."


Existe uma certa beleza em não falar. Dizer as coisas é meio vulgar, desnecessário. O que a gente tem lá dentro é tão melhor, mais bonito e até maior quando fica lá dentro mesmo, protegido, a salvo. Não sei se é o calor, o sol, o vento ou tom da nossa voz, mas tem algo que estraga a poesia quando a boca coloca ela pra fora. Acho que é por isso que o meu lado que sente não conversa com o meu lado que fala. O que sai de um e o que sai do outro são de uma diferença absurda. Um lado simplesmente trai o outro. Por isso, eu escrevo, porque me escutar é algo completamente inútil.
 
 
 
L.

domingo, 13 de junho de 2010

quem ri por último....




Pois é, aqui se faz, aqui se paga, já diria um velho ditado. Sinto que um sentimento vingativo surge nos corações Gremistas. Valeu a pena esperar, pois eu ri muito com essa noticia. Obrigada Carvalho por me fazer ter ótimas gargalhadas e parabéns pelo novo tecnico do Inter, boa sorte colorados, haha.



XX

L.



terça-feira, 8 de junho de 2010

escuro

Viver tinha que ser assim igual a subir no alto de uma montanha e ficar de braços abertos no vento. Mas não é.

Silêncio. Eu amo o silêncio. E o escuro. Ambos são feitos da mesma matriz: ausência. De madrugada, bom é ficar andarilhando pela casa, ambas imersas no breu, meus olhos aos poucos se acostumando ao escuro. É só ter paciência e esperar, em silêncio, até sentir a respiração pesada da casa. Se você conseguir respirar junto com ela é porque descobriu o ritmo da noite. Então você consegue sentir o calor desprender-se das paredes da sala que o sol castigou o dia inteiro, descobre os gritos escondidos entre os tijolos, os sorrisos e gozos que o cômodo testemunhou. E aí você percebe o quanto de barulho cabe num silêncio. E o tanto de luz que se esconde por trás da escuridão.



L.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

tirando o mofo mas deixando o pó.

Engraçado como são os laços.
Como eles são criados? E talvez o que mais me incomode no momento é, quando eles são cortados e por quê?
Tá, estou divagando. Vou tentar me fazer entender, porque de verdade, eu gostaria de compreender.
Quando você inicia uma relação, seja ela de amizade, amor, fraternal, que seja, se for um relacionamento avaliado diante dos valores morais da sociedade, você inevitavelmente acaba criando laços com essas pessoas.
Você tem um amor. Você se apaixona, se relaciona, vive e o mais importante, você cuida. Acho que talvez isso seja o início do laço, quando acabas por cuidar do outro. Cuida para que não se machuque, não cometa muitos erros catastróficos, se preocupa. Se preocupa, até o dia que acaba. Acaba o tesão, acaba a paixão, acaba a cumplicidade. Mas o laço ainda está lá. Oras, você amou. Amor não se dissolve. Não pra mim pelo menos.
E depois de um tempo, esses laços se cortam. Por quê?
Distância? Falta de se preocupar? De pensar no outro?
Teu filho. É teu filho até morrer. Mesmo com a distância, mesmo com as mágoas, mesmo com brigas, o amor é incondicional.
Incondicional? Sendo que ele nem é sangue do teu sangue (é, essa coisa de sangue do meu sangue é pura baboseira).
E como que acontece isso?
É psicológico? A gente coloca na cabeça que filho é pra sempre, então a gente acaba amando e se preocupando pra sempre?
E com um ser que aparece do nada na tua vida, isso acaba por qual motivo? Por quê já estamos condicionados a pensar que isso não é pra sempre?
Ou julgamos que só devemos amar por receber algo em troca?


?

domingo, 4 de abril de 2010

Algum lugar qualquer
Os versos você fez
Era quase de manhã
Falso brilho da manhã
Bebemos pra valer
E brindamos a nós dois
E à loucura que é viver
Quando se encontra alguém
Que vai trazer o céu pra ti
Quando a noite toma forma,
Quando as lágrimas opostas se compõem,
Sem te deixar a chance de olhar e compreender
Mas tudo é tão vago
Vago no mundo.

Nada além daquelas mágoas que vivemos
E nós esquecemos, para ficar juntos.




 Essa é pra ti!

Lis.

sábado, 20 de março de 2010

raiva bem direcionada



Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem!
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez
Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade



odeio mentira, mas acho digno quem consegue com facilidade manipular, gostaria de ser assim. pra mim é bem dificil conseguir isso, a raiva faz com que eu consiga de forma maestral e só leva a coisas ruins. Que vidinha mais ou menos, o que se deve fazer, seguir a maré, somente . Pise nas pessoas e pense em si, essa coisa de ' premio nobel da paz' não cola mais, nunca colou e nem é feio fazer isso, apenas se é verdadeiro. Pessoas encarando a verdade, isso sim é raridade, mas foda-se, deixe ele no mode on e  facilite a sua vida. Se achar que estou errada  vem e fala comigo, ou apenas sorria e diga, pois é.




Lis.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sobre minhas contradições...

Adoro morder a língua.
É tão difícil passar por cima do orgulho e perceber que você está errada. Mais difícil é partir desse erro constatado e mudar quem você é.
Parece que nossa personalidade é formada pelas convicções que não temos, pelas idéias que, mesmo sabendo que são erradas, a gente sustenta até o final. Mas quando caem, a gente cai junto com elas.
Olhar uma idéia destruída, e tirar dela a essência do equívoco, é precioso. Pena que geralmente seja necessária a presença de uma outra pessoa, um outro observador pra confrontar seus pontos de vista. Pena? Não sei bem se é isso, afinal a boa companhia é aquela que muda você depois da experiência do convívio, então talvez não haja pena qualquer, só a certeza de que os paradigmas não caem facilmente quando só você os apedreja.
Quando percebemos que aquilo que pensamos ser o eu, na verdade é o nós, a perspectiva dos acontecimentos muda, e a bússula que guia nossos pensamentos parece finalmente apontar para um norte onde precisamos chegar.

Eu achei meu norte?
Se souber, diz aí.


arram, L.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

b.o.t.e.c.o

Sobre bar e boteco


Eu odeio bar, mas adoro boteco.
O bar nada mais é do que o boteco sem alma, e que você precisa pagar para entrar.
É a versão prostituída do mais rico ambiente das relações humanas.
Eu sempre achei curioso o fato das pessoas ficarem numa fila, esperando para entrar em algum lugar. Porra, você pressupõe que aquele lugar tenha algo realmente especial, ainda que a música que se ouve do lado de fora contradiga essa idéia. Ok, talvez a música seja uma bosta, e não represente realmente as pessoas que estão tentando entrar naquele local, portanto a motivação deve ser outra. O difícil é observar um comportamento que parece ser antagônico à sua proposta.
Você paga uma grana para entrar em um lugar, que geralmente é bastante apertado e sem conforto, pois há muitas pessoas ali dentro, e os seres humanos gostam de se relacionar com outras pessoas. Mas será? O que é comum é você perceber que depois de pagar, se espremer e ficar meio desconfortável, o sujeito continua sem se relacionar com as pessoas. Quando muito, mantém um contato com as pessoas que entraram junto com ele, mas essa comunicação é sempre prejudicada, seja pelo som alto ou por alguma calça mágica.
Então é isso? Você paga para entrar num lugar cheio de gentes, mas não conversa com essas gentes. Até o cheiro das gentes é difícil de sentir.
O boteco é o contrário disso. Na segunda vez que você entra num boteco, alguém já vai te chamar pelo nome, e isso faz diferença. Se for boteco de bairro então, saberão da tua vida toda em uma tarde.
Faz também a diferença estar num ambiente onde as pessoas falam umas com as outras, não simplesmente porque querem pegar alguém. No boteco se faz amigos, ou inimigos, mas pelo menos o calor do contato está lá. Boteco tem salsicha em conserva, ovo azul, mesa de sinuca, sem falar na imensidão de figuras peculiares que você pode explorar.
É um verdadeiro exercício de observação e interação com a nossa fauna
Há sempre um bêbado crônico, que parece morar dentro do recinto, e o mais engraçado, parece sempre ser um completo imbecil. Ai o cara abre a boca, e você descobre que mais um gênio se afoga na aguardente.
A honestidade das relações do boteco são sua maior vantagem.
E o melhor: você ainda pode pedir pro dono do boteco tirar aquela música detestável que está tocando, simplesmente com um "coloca isso aqui Gersão".



E esse ano começou virando a minha vida de pernas pro ar! Mas, sabe que eu até curti o ventinho? Rá!

beijo, Lis.