domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sobre minhas contradições...

Adoro morder a língua.
É tão difícil passar por cima do orgulho e perceber que você está errada. Mais difícil é partir desse erro constatado e mudar quem você é.
Parece que nossa personalidade é formada pelas convicções que não temos, pelas idéias que, mesmo sabendo que são erradas, a gente sustenta até o final. Mas quando caem, a gente cai junto com elas.
Olhar uma idéia destruída, e tirar dela a essência do equívoco, é precioso. Pena que geralmente seja necessária a presença de uma outra pessoa, um outro observador pra confrontar seus pontos de vista. Pena? Não sei bem se é isso, afinal a boa companhia é aquela que muda você depois da experiência do convívio, então talvez não haja pena qualquer, só a certeza de que os paradigmas não caem facilmente quando só você os apedreja.
Quando percebemos que aquilo que pensamos ser o eu, na verdade é o nós, a perspectiva dos acontecimentos muda, e a bússula que guia nossos pensamentos parece finalmente apontar para um norte onde precisamos chegar.

Eu achei meu norte?
Se souber, diz aí.


arram, L.