quinta-feira, 26 de novembro de 2009

dreads?





E parece que o Dylon ficou envergonhado e desistiu do seu momento culto a Jah. Mas, é impressão minha ou ele ta bem gordinho?
É, a grande demonstraçao que to sem assunto e criatividade é ter que falar da vida alheia pra atualizar isso aqui. haha
Como diria Tim: Vale, vale tudo...


Beijos crianças, cuidem dos dias de sol que ainda tem, não assistam 2012 e bebam por mim.


Lis.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AMOR NAO EXISTE!

Amor não existe.

Há a paixão, essa todos sentimos , aquela estupidez crônica que nos assola de vez em quando. A cortina de fumaça que surge entre nós e a realidade, o estado em que seu cérebro funciona apenas em função do objeto desejado. Já o amor, este é uma fraude.
Não falo de amor de pai e mãe, mas do amor entre indivíduos sem relação de sangue, pelo menos na maioria das vezes.

Não há tal coisa como amor eterno, a simples expressão "amor eterno" já soa pleonástica para as pessoas, não é mesmo?
Não existem canções de amor, nem poemas de amor. Talvez a palavra amor seja usada com tamanha frequência por que ela soa bonito. Amor, amor, amor! É bonito não é? Assim como a idéia que envolve essa palavra: devoção à pessoa amada, inifnita alegria em relação a essa pessoa, acho fascinante, mas tal qual a existência de Deus, me parece impossível, apenas mais uma hipocrisia utópica, da qual suspeitamos a vida toda mas nunca temos coragem de desmascarar.

Somos apenas hipócritas, não amamos, hipocrisamos (?).
Talvez o amor funcionasse melhor algumas décadas atrás, quando um casal tinha que viver junto por toda a eternidade, não por temor ao fogo eterno de Deus, mas pelas pedras da sociedade. Nossos pais e avós são grandes exemplos disso. Grande parte deles conseguiu aturar o tédio, a rotina, a falta de sabor nos lábios do companheiro, pois a sociedade assim ordenou. Azar o deles, nós não aturamos mais esse sacrilégio.

Em algum momento nos deixamos levar pela imbecilidade causada pela paixão e começamos a sonhar com o para sempre, e então cometemos o suicídio da paixão, e decidimos que vamos amar. Nesse exato momento tudo o que poderia ser mágico e inesperado torna-se previsível. O amor, tal como é pensado, é a paixão racionalizada. Vê? Algumas coisas não devem ser pensadas, refletidas, apenas vividas em suas totalidades, mas nós pensamos, maldição!
A paixão é burra, cega e qualquer outro adjetivo mais que limite sua capacidade de percepção, já o amor, nada mais é do que a substituição desse momento de insanidade por um período longo de hipocrisia racional. Quando o fogo da paixão se esvai, em alguns casos ficam a amizade, a cumplicidade, o respeito, enfim, essas qualidades que a maioria dos casais conquistam após longos períodos de convivência. Amor é isso, uma amizade com algumas trepadas esporádicas e muita sinceridade, muito mais do que gostaríamos.

Esqueça aquela ilusão Tarcísio/Glória, aquilo não existe. Pobre diabos, quase sinto pena deles, quase.
Quando digo que o amor não existe, é aí que pretendo chegar. Não suporto essa idéia de telenovela, de pessoas eternamente apaixonadas, sempre loucas umas pelas outras. Ninguém ama loucamente quando no meio da noite o companheiro solta um peido. E ninguém chega em casa com flores e beijos depois de ter um dia de merda.
O pior erro de um casal é o casamento. O casamento é o suicídio do instinto mais vivo em nós, o desejo pela novidade. A paixão só é louca por que tudo é novo. Por quê diabos decidimos tentar imortalizar isso? É como embalsamar nossos bebês para que eles sejam sempre fofinhos, é um crime.

Sendo assim, viva apenas a paixão e esteja atento à mudança. Quando a a lente cor-de-rosa desaparecer dos teus olhos e o cinza voltar a reinar, corra, é a hora de tomar um café e caminhar, sozinho.



Sim, eu to sentindo isso, é totalmente literal e sem esperança alguma.
Foda-se, cansei.



yo

sábado, 7 de novembro de 2009

03:00

Até aonde pode se extender a dimensão do vazio? Ou ainda, pode existir algo realmente vazio?
Vejo na idéia de vazio um corforto utópico, uma idéia de folha em branco, na qual podemos escrever o que bem entendemos. E do que entendemos?
Já foi dito que um copo vazio está cheio de ar. Um coração vazio está cheio do quê? Anseios e desejos?
O vazio é tão confortável, tão cheio de nada pra fazer, tão deliciosamente tedioso. Tudo é potencial no vazio, o que acaba transformando o vazio uma coisa cheia, potencialmente cheia, de tudo o que eu quiser.
Mas eu não quero nada, pelo menos não agora.
As dúvidas malditas deviam respeitar meus desejos e simplesmente sumir. Talvez a resposta seja essa:
Um coração vazio está cheio de dúvidas.



Sim, ainda vivo.
Momento da noite, Lisi olha para o gambá e diz: são tantas emoções! Sim, um animal de  v.e.r.d.a.d.e.


Beijo,
Lis.