A única pessoa capaz de fazer valer a pena estar e existir, mesmo que por alguns instantes, é aquela em que tu nada esperas. Em um belo dia, com os olhos manchados da mistura de lágrimas e lápis de olho, a tipica mistura de fim de noite. Logo, tu atravessas a rua e te encontrarás numa outra calçada, ao qual não te dará espaço para lembrar do que ficou para trás. Nem daquelas pessoas que andavam ao redor do teu caminho, além daquela em que tu acreditavas que, por obra do acaso, iria tomar o mesmo rumo. Talvez por coincidência cotidiana, acredito que era o pedido do teu singelo coração consumista, querendo emoções fortes, um consolo, algumas soluções, mais alguns problemas, sentir-se desejado, amado, sentir sua existência com mais algum valor. Todos aqueles seres andantes tomaram rumos diferentes, já esquecidos por tua memória. Menos aquela que tu achavas que, por obra do acaso, atravessar a rua iluminada-assombrada-enlouquecedora contigo, quem sabe entrar na mesma paróquia, ao qual tu vais perder teus olhos em frente à ti mesmo. Quando menos esperares estarás dançando um tango novamente com o rapaz que vai atravessar da outra rua, em direção ao lugar que nada esperava.
Ainda bem que esse feriadão acabou. E digo mais, se o diabo e o inferno existem , eu fui colocada como estagiária nesses últimos 4 dias. Ufa, quando sair lacra a porta feriadinho.
Beijos crianças.
Ai lóvi iu, R.