Hoje no caminho de volta fiquei pensando no amor.
Fiquei imaginando aquelas pessoas que vivem durante 30 anos com uma pessoa, e de repente tudo acaba. Será que ainda há tempo de amar novamente? Será possível esquecer tudo e seguir a vida sem cicatrizes?
Ou será também que já nos 30 anos de convivência, nem exista mais o amor, exista somente a tolerância e as memórias de que um dia foram felizes, então por isso seria muito cômodo seguir adiante dessa maneira?
Como diria Shakespeare, "Amor! Sensata loucura, sufocante amargura, vivificante doçura."
Eu vejo o quão rápido as coisas estão hoje, o quão rápido as pessoas se casam, descasam, se apaixonam de novo, desapaixonam, e é um ciclo sem fim, sempre correndo atrás.
Em um dia você está amando loucamente uma pessoa, e no dia seguinte já não pensa o mesmo.
E como diria Platão, "O amor é pobre, magro, mal apresentado, sem sapatos, sem domicílio, sem outra cama que a terra, dormindo sob as estrelas, sem cobertores, junto das portas e nas ruas, irremediavelmente miserável, imitando a sua mãe."
Em um mundo que não pára, eu fico pensando, quando que a gente, um dia, vai parar de correr.
Passos de formiga povo.
Sim, estou insone hoje, saco. Bendita cochilada de 15 minutos nessa tarde...
Beijo.
L.